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YouTube 2.0 uma revolução no video online?

Em poucas palavras podemos definir YouTube 2.0 como o novo paradigma do YouTube e do vídeo online, em que o modelo de negócios muda substancialmente, deixando de ficar dependente de anúncios, e começa a ser financiado pelos próprios seguidores desse mesmo canal através de subscrições.

O YouTube enviou a todos os seus “criadores de conteúdo” um email a dar conta dos novos termos de utilização da plataforma, basicamente estes termos acrescentam uma nova forma de rentabilização do conteúdo baseado em subscrições, ou seja quem subscrever mensalmente um canal não terá anúncios a interferir nos vídeos.

A partir desse momento o gestor do canal não consegue monetizar nenhum dos vídeos através de anúncios, o que muda substancialmente o funcionamento base do modelo de negócios do YouTube.

O YouTube defende que esta nova funcionalidade vai ao encontro daquilo que os fãs têm pedido, poderem ver os vídeos dos seus ídolos sem qualquer interrupção e ao mesmo tempo podem “financiar” o criador a desenvolver e melhorar os seus conteúdos.

Esta alternativa de rentabilização de conteúdos em vídeo será aplica muito brevemente, tudo indica que será mesmo antes do final do ano de 2015, e tem como principal objectivo adaptar-se à nova tendência de subscrição online em que por exemplo o Netflix (https://www.netflix.com) se baseia, e serve também para combater outras plataformas que já dispõe desta funcionalidade como por exemplo o Vessel (http://vessel.com/)

 

Com este novo paradigma no Youtube como reagiram e quais os pensamentos dos diversos “players”?

Criadores de conteúdo

Os criadores de conteúdo foram receptivos, e a maioria já aceitou os novos termos de utilização, afinal a monetização via anúncios não acaba, só não conseguem monetizar os vídeos que aparecem a quem subscreveu o canal. A subscrição não deixa de ser uma fonte de rentabilização interessante, permite também ao criador perceber até que pontos os seus fãs estão disponíveis para apoiar.

MCN’s (Multi Chanel Network)

A reacção por parte dos responsáveis das MCN’s tem sido diverso, alguns deles mostram-se preocupados, pois baseavam toda a sua estratégia de crescimento na negociação com anunciantes. Outros afirmam que não preocupados uma vez que o Youtube é apenas uma das plataformas com que trabalham, existem outras plataformas que já estão altamente estabelecidas, e indicam o Vine, Facebook como exemplo. Outras reacções são de cepticismo, ou seja não acreditam muito no modelo baseado em subscrição, se assim acontecer será uma oportunidade para o Facebook crescer.

Consumidores / Fãs

Estão receptivos, apesar de ser uma comunidade jovem e sem acesso a cartão de crédito para fazer os pagamentos das subscrições, estão abertos e disponíveis a financiar os seus ídolos. No entanto a maioria não irá subscrever e vai continuar a usar o modelo gratuito no qual foram habituados.

Youtube

Do Youtube pouco se sabe, apenas mesmo os emails que são enviados aos criadores a explicar os novos termos de uso, mas na prática ainda não se sabe exactamente como vai funcionar este novo modelo. Quando contactados, os responsáveis não respondem, nem comentam.

Em jeito de conclusão, a pergunta que se faz é, vem aí uma revolução a que possamos chamar de YouTube 2.0?

 

Sobre o Autor: Marco Neiva é um entusiasta dos novos media, especialista em vídeo marketing, desenvolve estratégias para aumentar a presença online através do vídeo, é responsável por vários projectos, como o VidYou Festival, Interface Virtual e Videografar. É fundador da Hypercube – Immersive Media Agency, que presta serviços de vídeo marketing e vídeo online.

 

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